EVENTO // CONVERSAS “ÀS QUINTAS NO DOURO”, 3ª SESSÃO DIA 9 DE JULHO 2020: “O FUTURO NO DOURO”

É já na próxima quinta-feira que teremos uma nova conversa integrada no ciclo “Às quintas no Douro”. Dia 9 de julho, às 18horas, o Futuro do Douro, desta feita o papel que a Linha do Douro poderá ter, vai estar em debate. Com a participação de Pedro Moreira, Alberto Aroso, Margarida Mariz, Manuel Novais Cabral e moderação de António Marquez Filipe.

Por favor participe na reunião acedendo em  https://videoconf-colibri.zoom.us/j/95671551475 ou utilizando o ID 956 7155 1475 na plataforma Zoom

Uma iniciativa da Liga dos Amigos do Douro Património Mundial com o apoio da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

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SÍNTESE // SEGUNDA SESSÃO: 18 DE JUNHO, “ÀS QUINTAS NO DOURO”. O FUTURO DO DOURO.

Mais rede, mais pensamento de território, mais valorização das pessoas e mais investimento na animação turística.

O ciclo de conversas “Às Quintas no Douro”, uma iniciativa organizada pela Liga dos Amigos do Douro Património Mundial, com a colaboração da UTAD, continuou no dia 18 de junho com um novo painel de oradores, moderado por António Filipe: Luís Pedro Martins (Presidente do Turismo do Porto e Norte), Gaspar Martins Pereira (Universidade do Porto), Orlando Sousa (ICOMOS Portugal) e Teresa Albuquerque (Fundação da Casa de Mateus).

Em foco esteve a resposta à crise e aos desafios dela decorrentes, tendo como pano de fundo a dinamização do turismo e a valorização do património duriense.

As ideias partilhadas pelos oradores não deram total razão à tese de Tiago Alves de Sousa, apresentada na conversa de 28 de maio, de que “a natureza fez o mais difícil”, ou seja, a geologia, o rio e o todo seu entorno. Na verdade, se foram sobejamente salientados os atributos únicos e especiais da região, que resultaram em grande medida de uma construção humana de séculos, como a própria paisagem, o património histórico e cultural, e a “marca universal” que é o vinho do Porto, como referido por Gaspar Martins Pereira, também foram elencadas dificuldades persistentes que limitam um desenvolvimento mais sustentável e inclusivo.

No plano turístico, Luís Pedro Martins ressaltou a necessidade de resolver os entraves à mobilidade, de forma a “permitir mergulhar no Douro”, ou seja, chegar à região com rapidez e segurança, nomeadamente através da ferrovia, assim como a importância do estabelecimento de “uma nova relação com os vizinhos espanhóis”, dialogando com os atores mais relevantes, e de investir mais na animação turística enquanto “óleo que liga tudo, o rio, o património, as quintas,…”. Por outro lado, referiu a necessidade de mais trabalho em rede, dizendo que se pode ser competidor na venda, mas tem de se trabalhar em conjunto na promoção. Nesta mesma linha, Gaspar Martins Pereira afirmou que “o grande problema do Douro são os ‘muros’ que existem no próprio Douro”, que se refletem na falta de diálogo e de um pensamento coletivo, de uma estratégia regional, ideia também reforçada por Teresa Albuquerque quando afirmou que “há um défice de pensamento de território”.

A crise atual não deixa de ter algo positivo, nomeadamente uma consciência acrescida sobre as limitações e uma outra visão sobre as oportunidades, como manifestou Teresa Albuquerque ao falar da experiência da Casa de Mateus, que procura caminhar de um “turismo desgastante, de massas, para algo mais qualificado e sofisticado, com mais valor acrescentado”, que necessita de recursos humanos com outras competências, bem como de um outro patamar de trabalho com a comunidade, de formar a tornar mais inclusiva a fruição do património.

A valorização dos durienses foi muita salientada, nomeadamente quando Gaspar Martins Pereira disse que há que ter “uma estratégia regional para abarcar todos os homens do Douro, os homens do universo do vinho do Porto – também os galegos, os ingleses, os flamengos, que são esquecidos –, pois o Douro é uma criação universal”, não esquecendo os muitos que estão na diáspora, que são mais de um milhão. No mesmo sentido, Orlando Sousa indicou que há que “valorizar a população e trazê-la para a gestão do território”, assim como qualificar os jovens, criar emprego com novos projetos, atrair gente, valorizar o conhecimento dos mais velhos, aproveitar o que sabem sobre este património excecional, traduzir a investigação para a população e os visitantes, acrescentando que tal é fundamental para implementar um novo modelo de turismo, assente no lazer, na paisagem e na aprendizagem (os três L, Leisure, Landscape, Learning).

Em síntese, temos pela frente, citando as palavras de Gaspar Martins Pereira, “uma pátria vinhateira com uma espessura histórica extraordinária, com centenas de anos”, a qual tem atributos e recursos nem sempre devidamente valorizados, problemas humanos graves, nomeadamente a perda de população e a enorme dificuldade em repor gerações, e uma crónica fragmentação institucional e territorial. O seu desenvolvimento exige quebrar os muros mentais que bloqueiam a formulação de um pensamento de território, a cooperação e o trabalho em rede em todos os domínios, bem como dinâmicas mais integradas, integradoras e participadas.

Os desafios não são pequenos. A natureza fez a sua parte, não sendo claro se fez realmente o mais difícil. Temos um Douro único e especial. Há caminho andado, mesmo na cooperação, como demonstrado pelo exemplo feliz da Rede de Museus do Douro.

Aos homens e mulheres de hoje e amanhã compete continuar esta obra de muitos séculos.

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EVENTO // CONVERSAS “ÀS QUINTAS NO DOURO”, 2ª SESSÃO DIA 18 DE JUNHO 2020: “O FUTURO NO DOURO”

Às Quintas no Douro” está de regresso para a segunda sessão. Na próxima quinta-feira, 18 de junho pelas 18h00, o Futuro do Douro vai estar em debate com um painel de convidados que tão bem conhecem o Douro.

Luís Pedro Martins, Presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal, Gaspar Martins Pereira (Professor Catedrático do Departamento de História e de Estudos Políticos e Internacionais da FLUP ),  Natália Fauvrelle (Coordenadora dos princípios do  ICOMOS-IFLA e dos Serviços de Museologia do Museu do Douro), Teresa Albuquerque (Diretora da Fundação Internacional Casa de Mateus) e moderação de António Marquez Filipe (Presidente da LADPM).

A cultura, a história, o turismo, a museologia e um conhecimento profundo do Douro, serão pontos de partida para uma conversa informal mas, certamente, apaixonada. Porque há um futuro para descobrir.

Faça parte e entre na reunião via zoom acedendo em https://videoconf-colibri.zoom.us

Uma iniciativa da Liga dos Amigos do Douro Património Mundial com o apoio da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

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EVENTO // Douro líderes de hoje. O Douro pós Covid-19. Organizado por: Rotary Club da Régua

A região Demarcada do Douro representa um sector de actividade de relevante importância para o país e em face da crise gerada pela pandemia, precisa de apoio financeiro e da definição de estratégias para recuperar daquela que pode ser considerada a pior crise dos tempos modernos.

Por esta razão, o Rotary Club da Régua promove um encontro de líderes, criando espaço para uma reflexão conjunta sobre o estado da região; pretende elencar os principais problemas e sinalizar caminhos para atenuar as dificuldades agravadas pelo Covid-19. Pretende-se que esta reunião se faça por videoconferência, (Zoom) na próxima terça-feira, dia 16, pelas 21.30 horas. 
A videoconferência será moderada pelo presidente do Club, o jornalista Augusto Macedo. Conta com os contributos de João Rebelo (UTAD), António Lencastre (Produção), António Saraiva (Comércio) e António Filipe (Liga dos Amigos do Douro Património Mundial). Foi também convidado o Presidente do IVDP. 

Na videoconferência poderão participar todos os interessados, bastando para isso aceder à reunião pelo link: https://us02.web.zoom.us/j/82458842587ID da reunião: 82458842587


*o link será fornecido aos orgãos de comunicação Social, para que desta reflexão se possa produzir notícia. A participação pressupõe a aceitação da gravação e cedência dos conteúdos para fins de divulgação e transmissão do todo ou parte, pelos meios de Comunicação Social.

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Síntese // primeira Sessão: 28 de maio, “Às Quintas no Douro”. A natureza fez o mais difícil.

O ciclo de conversas “Às Quintas no Douro”, uma iniciativa organizada pela LADPM, com a colaboração da UTAD, iniciou-se no dia 28 de maio com um painel de quatro jovens convidados, com percursos diversos ligados Douro, moderado por Eduarda Freitas, com a participação de Paulo Costa (animação de eventos desportivos), Marta Marques (turismo), Tiago Alves de Sousa (viticultura e enologia) e Joana Lopes (comunicação e indústrias criativas).

O objetivo era olhar para o futuro, com uma visão positiva, sem ficar preso ao habitual rol de problemas e obstáculos, o que não se revelou tarefa fácil. Na verdade, algumas das primeiras palavras foram dedicadas às questões crónicas neste tipo de debates, como a demografia negativa, o défice de comunicação, a falta de competitividade das empresas e de liderança regional, ou a debilidade e a divisão do movimento associativo.
Tiago Alves de Sousa deu um dos motes para a visão positiva ao dizer que “a natureza fez o mais difícil”, pois moldou a base de uma paisagem única, e Paulo Costa acrescentou que “o Douro é uma fábrica maravilhosa, que produz tudo em qualidade”.

A propostas vieram pouco a pouco, também com o estímulo dos comentários e questões dos cerca de 60 participantes que acompanharam à distância, com a visão de que o presente já é muito especial e de que o futuro só pode ser mais promissor, com novas marcas, novos produtos, e um turismo que puxe por outras atividades.

Desta primeira quinta feira ficou um “caderno de encargos” pesado, mas muito claro, para que se cumpra um melhor futuro para o Douro: promover um plano de marketing para a região, que envolva toda a cadeia de valor e institua a “marca Douro”; comunicar de forma profissional e constante, para que se perceba o valor singular do território; contribuir para o orgulho e a autoestima de todos; trabalhar em rede com objetivos comuns; agregar o movimento associativo; mobilizar as artes e as atividades criativas; fomentar o capital social e contar com uma liderança mais agressiva.

Face a este caderno de encargos, e a uma história de muitos séculos, fica necessariamente a questão: será que a natureza fez mesmo o mais difícil?

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EVENTO // Conversas “ÀS QUINTAS NO DOURO”, 1ª sessão dia 28 de maio 2020: “O futuro no Douro”

A Liga dos Amigos do Douro Património Mundial está a organizar um ciclo de conversas sobre o Douro, designado “Às Quintas no Douro”. A primeira sessão vai ser sobre “O Futuro no Douro” e vai ter à conversa jovens empreendedores do Douro. As sessões serão sempre às quintas-feiras, entre as 18h e as 19h15, via Plataforma Zoom, e estão abertas à participação de todos.

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